| TRÊS
HISTÓRIAS VERDADEIRAS EXTRAÍDAS DO LIVRO “THE SPIRITUAL LIFE OF ANIMALS AND PLANTS” - A vida espiritual dos animais e das plantas - (*) |
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| Escrito por
Laurie Conrad Programação Visual & Ilustração: Diana Souza Traduzido por Susana Hertelendy |
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Primeira História Paula, a gata fiel seguidora do Buda
Paula e o Buda A essa altura eu falava internamente sobre Deus com todos os cães e gatos que cruzavam meu caminho. Certa tarde, quando uma gata se aproximou de mim na esquina das ruas Buffalo e Aurora, comecei com a oração que usava naquele tempo: “Oi, gatinha. Seja uma boa gatinha. Diga a Jesus e a Maria que você os ama. Invoque São Francisco quando você dele precisar. Se você fizer isso, um dia você irá para um reino lindo cheio de árvores, jardins e quedas d’água, onde nada existe além de Amor e Felicidade. Gatinha, reze por você, por seu dono ou dona e por seus amigos e parentes.” Geralmente, quando eu recitava essa oração, ao mencionar Jesus ou São Francisco o animal ficava alerta olhando para todos os lados como se Ele Mesmo ou algum santo ou talvez anjos, como se alguma Divindade tivesse chegado para saudá-lo. Além disso, a aura do animal clareava e tornava-se iluminada. Mesmo que o cão ou o gato estivesse do outro lado da rua isso acontecia. Internamente eu ensinava um cão a orar e em poucos segundos o cão ficava olhando em todas as direções. No caso da gata nenhuma dessas coisas aconteceu. Ficamos na esquina de Buffalo e Aurora olhando uma para a outra. A expressão da gata era de petulância e sua aura estava ligeiramente turva. Repeti minha fala e acrescentei mais algumas coisas. Nada. Sem ter experiência de fracassos e um pouco irritada, senti o dia esfriando em mais do que um sentido. Disse à gata que ela estava ofendendo ao Cristo em seus sentimentos. Ademais, ela vivia a um quarteirão da Igreja Católica, portanto, devia ser mais devota por causa mesmo dessa proximidade e dessa afortunada exposição. Aliás, de onde estávamos, a estátua de Maria ficava ao alcance do nosso olhar e apontei para a Igreja. A gata se mantinha impassível. Ponderei por algum tempo. A gata continuava ali de pé esperando que eu lhe dissesse alguma coisa com a qual concordasse, o que era um bom sinal. Pois, afinal, ela me escutou em vez de sair correndo. Por alguma razão, não me lembro por que, comecei a falar-lhe sobre o Buda. A gata imediatamente transformou-se em Luz. Continuei. Disse-lhe que fosse uma boa gatinha, que fosse gentil para com os outros, e que rezasse ao Buda todos os dias. Também sugeri que meditasse sobre “A Mente da Luz Clara.” Ela então chegou-se a mim e esfregou-se em minhas pernas e eu lhe fiz um carinho. Por que vias ela veio a conhecer e amar o Buda, não sei. Mas que era esse definitivamente o seu caminho, sobre isso não havia dúvida alguma. ............................ Segunda História Fígaro e Santo Antônio
Pouco tempo após o falecimento da minha avó, minha mãe me mandou uma pequena estátua de Santo Antônio com o Menino Jesus que, desde que me tenho por gente, ficava na penteadeira da mãe dela. Desconfio que herdei minha clarividência daquela Senhora porque ela ficava de pé diante da pequena estátua e dizia que a expressão do Sto. Antônio mudava de um dia para o outro: certos dias ele sorria para ela e em outros dias ele parecia triste. Minha avó era uma artista. Ela criava desenhos para bordados em cores fortes e brilhantes. Também contava muitas histórias da sua vida na França: ...como as crianças corriam para o porão quando as bombas caíam, e comiam geléias e gelatinas enquanto seus pais ficavam na cama no segundo andar cansados demais da guerra para perder outra noite de sono; ... como Marguerite, sua irmã mais jovem, que tocava piano para o cinema mudo, corria para a sacada e cantava bem alto a Marseillaise enquanto as tropas alemãs entravam em Estrasburgo; ... como a sua querida e linda mãe e sua irmã mais velha morreram cuidando dos soldados franceses nas matas dos arredores; ... relatos históricos, verdadeiros tão diferentes da minha vida na terra e que me encantavam sem cessar... e ela me ensinava canções em francês e alemão, que cantávamos por toda a parte mesmo quando descíamos a rua. Próximo ao fim de sua vida, ela tinha uma árvore favorita com a qual conversava nas suas caminhadas diárias. Dizia ter a sensação de que a árvore compreendia o que ela estava dizendo. Isso tudo fazia total sentido para mim. De qualquer forma, quando abri o pacote e tirei o Sto. Antônio da sua mala de viagem, o Fígaro, com a clara determinação de quem sabe o que faz, entrou na cozinha e pulou no meu colo. Sentou-se ali, olhou demoradamente para a estátua, e depois, bem devagar e com muita, muita, muita delicadeza colocou a pata no coração de Sto. Antônio. Por um bom tempo deixou-a ali e, a seguir, fixou a estátua com o olhar por alguns minutos mais. Depois saltou ao chão e retornou àquela coisa qualquer que o ocupava antes. Abro embrulhos com freqüência, recebo pelo correio presentes da maior variedade, partituras e catálogos para encomendas. O Fígaro estava acostumado com essas coisas, não fiz barulho algum diferente e nem fiz movimentos incomuns com o pacote do Sto. Antônio; o barbante foi cortado com a tesoura e a fita adesiva foi cortada com a mesma faca que sempre usei para abrir caixas. Não, o Fígaro sentiu-se atraído pelo que estava dentro do embrulho antes mesmo que pudesse ver o seu conteúdo, já que ele estava no outro quarto. Quando medito ou rezo, com freqüência o Fígaro coloca a sua pata no meu coração. Como é que ele podia saber onde estava o coração do Sto. Antônio? Duvido que fosse através da visão, visão não-clarividente. Não, ele colocou a mão onde sempre coloca, no lugar de onde emana o Amor. Nem eu consigo localizar com exatidão numa estátua o ponto onde fica o Amor, a Presença Divina. Eu sinto a Presença Divina, o Amor Divino no momento em que entra em mim e me cerca, mas não enxergo esse Amor partindo de algum lugar em particular da estátua. E, no entanto, o pequeno Fígaro que nem consegue abrir a sua lata de ração Purina, enxerga. ............................ Terceira História Guinivere e Beethoven
Minha cadela Guinivere dormia ou cochilava até onze horas por dia enquanto eu tocava o piano e, também, durante muitas horas diárias da prática dos alunos. Nunca me perguntei se ela apreciava música ou se, ao menos, prestava atenção nela, até que um aluno começou a se exercitar no último movimento da Sonata Waldstein de Beethoven. Guinivere nunca tinha ouvido essa Sonata quer fosse em gravação, quer pessoalmente – eu nunca a havia estudado. Na manhã de um sábado um dos meus protégés apareceu e tocou o último movimento quase no compasso certo e com muito sentimento. Num determinado momento percebi que Guinivere estava sentada em vez de deitada. Em seguida, notei que ela encarava o piano e parecia estar intensamente atenta. Estava, na verdade, totalmente absorta pela música, seu corpo completamente alerta, a cabeça ereta, as orelhas em pé e viradas para trás. Ficou lá sentada, imóvel por bastante tempo ... até que se deu conta de que eu a observava. Uma vez consciente do meu olhar, fingiu que nada acontecia e, muito devagar, como quem não quer nada, se esticou no tapete com sua habitual postura de olhos fechados. Fingia estar dormindo. Mencionei isso ao meu aluno e parei de pensar sobre o assunto. Amo Beethoven, por que um Labrador Retriever não poderia amá-lo? No ano seguinte, novos vizinhos se mudaram para a casa ao lado. Eles possuíam um excelente equipamento estereofônico, de alto volume e em certos dias quentes de verão levavam o aparelho para a varanda. Um dia, ao final do verão, olhei para o jardim pela janela da cozinha e lá estava a Guinivere no canto do jardim mais próximo à varanda do nosso vizinho. Isso em si já era pouco comum. E o que era ainda mais incomum era vê-la sentada de frente à varanda e obviamente prestando toda a atenção ao som estereofônico deles. Nunca a vi fazendo isso antes. A sua atenção se fixava totalmente na música, tanto que quando entrei no jardim ela nem me notou. Fiquei lá um bom tempo. Guinivere não se moveu até a peça terminar. Era o “Concerto do Imperador” de Beethoven, seu quinto concerto para piano, uma peça que Guinivere tinha ouvido muitas vezes. Fiquei perplexa e perguntei aos vizinhos que gravação acabaram de tocar. Disseram: “O Concerto do Imperador,” de Beethoven. Eu disse: “Quem foi o pianista?” Eles disseram: “Claudio Arrau.” Desfez-se o mistério. Guinivere estava acostumada a ouvir Artur Rubinstein. Tenho, é claro, muitas outras histórias sobre a Guinivere e música. Pensei, entretanto, em compartilhar uma história sobre ela contada por outra pessoa. Certa vez, minha amiga Eleanor levou Guinivere para um passeio de carro. Ela e Guinivere estavam no banco de trás, o motorista e sua esposa no banco da frente. O carro possuía um belíssimo equipamento de som estereofônico e uma fita de música clássica reproduzia uma ópera no mais alto volume. Num certo momento a esposa do amigo virou-se para Eleanor e disse: “Você sabe, parece até que essa cachorra está prestando atenção na música.” Eleanor respondeu: “Ela está prestando atenção na música. Ela está acostumada ao que há de melhor.”
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Os que amam os animais e as plantas sempre acreditaram ser verdade aquilo que o livro, finalmente, confirma através da palavra impressa: que animais e plantas são seres espirituais. Através das histórias verdadeiras contidas nesse livro terno e afetuoso, Laurie Conrad, musicista, compositora e realizadora de curas (healer) nos transmite suas encantadoras observações que são, ao mesmo tempo, percepções emergentes do fato de que animais e plantas são capazes de comunicação transcendente. Essas histórias, freqüentemente espantosas, revelam uma metamorfose de consciência que traz consigo, às vezes, nada menos do que curas divinas. As ilustrações e o design desse livro de 112 páginas são da autoria de Diana Souza, nascida em Dallas. Seu estilo elegante e caprichoso enfeita o livro dando-lhe um encantador toque de conto de fada moderno com ares de realidade. Uma parte considerável dos royalties provenientes da venda do livro será doada a organizações que resgatam animais e prestam serviços de caridade em seu benefício.
Laurie Conrad, compositora/pianista/concertista e realizadora de curas divinas (Divine Healer), vive em Ithaca, Nova York. Na função de membro da equipe de emergência do Distant Healing Network – DHN – (www.the-dhn.com), ela cura pessoas e, também, animais e plantas, até mesmo pela internet. Laurie é professora de meditação desde 1984. Ela percebe milagres no dia-a-dia e, além de tudo isso, é uma ávida jardineira.
Diana Souza é uma artista gráfica cujo produção artística vem desde 1983 decorando prateleiras de livros em vários cantos do planeta. Na sua percepção, aquilo que cria é uma “interpretação visual de visões e sonhos” e ela acredita que a arte pode estimular a evolução pois “onde os olhos seguem, a mente acompanha.” Seu trabalho pode ser visto em www.art-temple.com
Esse livro de 108 páginas contém mais de 30 fotografias e sua programação visual é da autoria de Diana Souza. Laurie Conrad e Diana Souza trabalham em cooperação criativa há muitos anos. Co-produtoras em Ithaca, Nova Iorque, de muitos episódios da longa série de TV a cabo entitulada “Paths to Spirituality” (Caminhos para a espiritualidade), a autora e a ilustradora participaram e registraram em vídeo um ritual hindu de caminhar sobre brasas quentes. Também gravaram quatro eventos com o Dalai Lama durante a visita de Sua Santidade ao norte do estado de Nova Yorque em 1991. No entanto, à parte dessas aventuras, Laurie e Diana, antes e acima de tudo, são parceiras em meditação desde 1984.
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