| Osteoporose | ||
| Dr. Antonio Marques | ||
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Este artigo tem a finalidade de esclarecer sobre a osteoporose, através do estudo da formação do osso, para se entender porque esta doença ataca mais as mulheres menopausadas e preconizar uma terapia “ideal” a partir das suas verdadeiras causas. Os resultados conseguidos nesta clínica têm sido alentadores. Com prazo de 2 anos de tratamento, tivemos êxito em 98-99% dos casos de osteoporose, com recomposição da massa óssea (confirmados pela densitometria óssea). Somente nas pacientes com hipotiroidismo, esta conduta não foi eficaz (Nesse caso, aconselha-se fazer um tratamento paralelo da tiróide).
Partiremos do estudo do embrião. Nele, se observa que, quando da formação dos membros, primeiro nasce a mão com os dedos, depois o antebraço, o braço e por fim, o ombro, como se o corpo fosse “modelado” (pela espiritualidade) de fora para dentro. O embrião é formado primeiramente com cartilagem, um tecido maleável, como o da orelha, que se dobra, mas não se quebra. Só depois se inicia a ossificação, com a deposição de cálcio. Começa em sentido contrário, do ombro para a mão. Portanto, não ocorre calcificação desde o princípio. Este é um processo secundário. Se ocorresse calcificação desde o princípio, o osso seria arredondado, como nos caracóis e nas conchas, que têm a carapaça de cálcio. Isso porque o cálcio tem a tendência por si de assumir a forma arredondada e se quebraria facilmente, como nas pontas rombóides de estalactites. Nessas grutas, o cálcio (misturado com a água) escorre pelas encostas e se sedimenta grosseiramente.
O osso, nos animais superiores e no homem, segue outra lei: primeiro, é formado de tecido conjuntivo, rico em silícia (ou quartzo), também conhecido como “cristal de rocha”. A silícia deixa passar a luz dentro de si e mantém as suas arestas hexagonais. Isso significa que ela é luz condensada, cristalizada. Pode-se dizer que, num passado muito remoto, uma parte da luz se cristalizou. Isso mostra o seu caráter estrutural “radial” (como raio retilíneo), que vem da periferia do cosmo (e do sol) e permeia a matéria orgânica. A silícia participa ativamente do processo de calcificação. Tanto na cartilagem, quanto no tecido conjuntivo e no osso, na zona de calcificação, encontra-se alto teor de silícia. Ela impede que o cálcio imprima a sua tendência arredondada na conformação do osso. Portanto, a forma radial dos ossos longos obedece à força estruturante da silícia (e não a do cálcio).
Depois que o cálcio foi depositado, sob a “supervisão” da silícia, ela se retira parcialmente do osso, pois já cumpriu o seu papel. Por isso, é encontrada mais na “periferia” da terra (como areia e cristais) e do corpo (como na pele, unha, cabelo), como também nos nervos e órgãos dos sentidos, enfim, nas partes duras do corpo, mas que têm uma certa maleabilidade. Pode-se também dizer que os nervos e os órgãos dos sentidos foram “modelados” externamente e introjetados nos animais e no ser humano. O olho e o ouvido, por exemplo, nascem de fora para dentro do corpo, como se fossem “escavados” no osso a partir do exterior. Nessas condições, pode-se dizer que a forma cartilaginosa é um resquício de um passado muito remoto, quando o homem deveria ser mais plasmável, maleável, entremeado de luz.
A cartilagem é rica em galactosamina, que é um açúcar aminado e é a galactose que, ao se ligar com a silícia, permite a maleabilidade dos tecidos (no tecido conjuntivo e no colágeno). Isso também é encontrado nos cereais, que são ricos em silícia e por isso precisam de muita “luz” solar para se desenvolver. Por isso, nos campos de plantações de cereais se observa que estes se dobram ao vento, são resistentes e não se quebram.
Com o avançar da idade o tecido conjuntivo (a massa óssea) se retrai mais que o cálcio. Isso faz com que predomine o cálcio no osso, tornando este mais quebradiço. Desse modo, a osteoporose não é um problema de cálcio, mas do tecido conjuntivo e da silícia. Por isso, o exame de densitometria óssea é importante para “medir” a massa óssea. Portanto, a silícia e o cálcio são polares: observam-se um predomínio da silícia na juventude e um decréscimo dela com a idade; em contraposição, há um aumento do cálcio com o passar da idade. Nesse sentido, um excesso de calcificação leva à fragilidade óssea, porque, como se disse, o cálcio por si só é quebradiço. Se realmente faltasse o cálcio no osso, ele se tornaria mole, elástico (e não quebradiço), como se observa na osteomalácia.
A visão unilateral, que se tem hoje, elege o cálcio ou a falta de hormônio feminino como os únicos culpados pela osteoporose. Como se viu, isso não tem lógica. É preciso entender que o importante não é o valor absoluto do cálcio, mas a relação entre a silícia e ele. O uso de hormônio feminino após a menopausa parte de uma visão unilateral, da suposta necessidade de reposição, num período que não mais corresponde à verdadeira “essência” do ser humano. O uso dele poderia prevenir a descalcificação, mas ninguém questiona os efeitos colaterais que podem advir (câncer, varizes, etc.). É só esperar alguns anos, que essa atitude anti-fisiológica será criticada e vão comentar: “É inconcebível que no final do século XX se utilizasse desse recurso”. Bem, mas é assim que caminha a ciência empírica-tecnicista... (apenas experimental).
Este
artigo está na sua 4a edição, com o mesmo conteúdo questionador... No
começo parecia que se estava clamando no deserto, contra essa postura
unilateral mundialmente consagrada: a reposição hormonal na menopausa.
Mas está acontecendo algo novo. Recentemente, através da mídia, são noticiadas
e publicadas reportagens contrárias a essa atitude, pois o índice de câncer
e o de doença cardíaca têm aumentado muito nas mulheres submetidas a esse
tratamento. E essas (auto-)críticas têm partido de Instituições Médicas
consagradas, como a Sociedade Norte-americana de Ginecologia, por exemplo.
No entanto, para uma verdadeira compreensão científica (Ciência Dedutiva Goetheanística), é preciso começar com a formulação desta “pergunta”: por que acontece este problema mais nas mulheres e na menopausa? Primeiramente, a mulher não está tão “encarnada” como o homem. Pode-se dizer que ela é mais “cósmica”, porque é através dela que nasce outro ser, que vem do mundo espiritual-estelar e, quando a função reprodutora termina na menopausa, a parte da alma que estava ligada a essa esfera se solta um pouco e está disponível para outras funções psíquicas mais importantes, que têm a ver com o crescimento interior. Quando a mulher não sabe canalizar essas “forças anímicas” em um sentido superior, elas retroagem e se prendem erroneamente ao corpo. Isso provoca as manifestações conhecidas como “ondas de calor” (fogachos).
Precisa-se exemplificar melhor. Uma luva em cima da mesa fica imóvel. Ao ser calçada, ela adquire vida e se mexe. Nesse caso, já não se fala nem na luva nem na mão, mas na “mão na luva” (corpo e alma). Mas não dependem somente desses dois elementos os movimentos que se quer dar. Para isso, é preciso ainda uma “mente” que os coordene. Assim se tem o espírito (ou Self). Portanto o ser humano é composto de corpo, alma e espírito. Ou como diriam os antigos filósofos gregos: corpo, psykhé e Nous.
Na menopausa, portanto, ocorre como se a “mão” se soltasse um pouco da “luva”. Seria como se sentisse incomodada com aquela “luva pela metade da mão” e quisesse tirá-la, fazendo movimentos bruscos. Assim se manifestam os fogachos. Por isso, o uso de hormônio na menopausa melhora esses sintomas, pois repuxa a alma à sua antiga esfera no baixo ventre. Seria como se calçasse a luva de novo.
O que significa promover esse retrocesso anímico? Representa um “tratamento regressivo”, por prender a alma ao corpo, o que se justificaria no período fértil e não na menopausa. Como é a alma que movimenta o corpo e o trabalho dela nessa esfera é no sentido de “multiplicação celular”, ela pode, na menopausa, reativar essa função, desenvolvendo processo patológico grave (câncer), numa região que já deveria estar “em repouso”. É como se a alma e o espírito quisessem ficar permanentemente ligados ao corpo, o qual caminha inexoravelmente para a morte. E eles desejam justamente o contrário, se elevar, para poderem “segurar” o corpo de uma maneira condizente com a idade.
O esqueleto, a parte mais morta do corpo, é a imagem do espírito. Parece contraditório assim relacionar a “imagem do espírito” com a parte mais desvitalizada do corpo. Mas só se consegue ter uma vida pensamental em detrimento da vida vegetativa. Enquanto se tem muita vitalidade, muita força juvenil, permanece-se ignorante no espírito; e somente o envelhecimento corporal é que proporciona “maturidade”. Por isso se torna (ou deveria se tornar) mais sábio na velhice, já dizia antigo provérbio.
Por essa razão, a osteoporose é, no fundo, um adoecimento da relação entre o espírito e o corpo. A alma, como se viu, é apenas o elemento intermediário e uma das funções é movimentar o corpo, através da “substância química”. Por isso é que, etimologicamente, substância significa sub + stare, isto é, o elemento corporal embaixo (sub) que se coloca à disposição do elemento “motor”, a alma. Não que o espírito adoeça, porque ele é da mesma centelha divina e eterno, mas sua relação com o corpo não se processa perfeitamente. Portanto, a terapia deve ser mais ampla como o problema exige e deverá ser direcionada no sentido de fortificar o espírito dentro da corporalidade, através da virtude (individualismo ético), dos bons costumes, de um estilo de vida. Isso pode ser promovido pela atividades artísticas, ginástica, euritmia, avaliação biográfica, leituras edificantes, exercícios meditativos, contemplativos e religiosos, etc.
No plano medicamentoso, pode-se usar desde a calcitonina, no ponto de vista acadêmico, extraída do salmão, porque reduz a perda de cálcio e promove a formação óssea, até aos medicamentos antroposóficos que fortificam o tecido conjuntivo (a massa óssea). A formulação magistral clássica: Silícia D6 + Phosphorus D5 + Calcárea carbônica D6, tem se mostrado eficaz, no sentido de apelar para as “forças espirituais” presentes nessas “substâncias”. Isso porque, como se comentou, silícia é “luz”, phosphorus é “luz” e podem reorientar o cálcio ao osso. Por isso, está indicado também em caso de hipercalcemia causada pela dissolução óssea (no câncer). Pode-se pensar também, preventivamente, nos Calciodoron 1 e 2, com a composição balanceada de fósforo e cálcio. Ou no Calcium fluoratum (fluorit) D4, indicado em caso de dores ósseas, porque o flúor faz o “capeamento” ósseo e reestrutura o “periósteo”, a parte sensível do osso.
Peça
ao seu médico maiores esclarecimentos causais!
tel:
(32) 231-1032 - Fax: (32) 236-4106 |
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