Experiência Psico-Social numa Instituição de Apoio à Criança com Câncer e sua Família
 
Ângela Machado, Elizabeth Faria, Humbertho Oliveira, Jacila Silva, Marly Chagas e Rita Lesiet
 

Trabalho apresentado no II Congresso Brasileiro de Psico-Oncologia, em 28 de abril de 1996, em Salvador, Bahia, Brasil

Denominamos este relato de "experiência" por dois motivos
principais: o primeiro deles é o relativo ao tempo em que acontece este
trabalho - iniciamos em junho de 1995, há meses, portanto; o segundo é
devido à qualidade experiencial do que vivemos e construímos coletivamente
como equipe. A nossa equipe é composta por psicólogas, fonoaudióloga,
musicoterapeutas e médico-psicoterapeuta. Nosso trabalho se desenvolve no
Rio de Janeiro, na Casa Ronald McDonald, e a nossa equipe de profissionais
pertence ao QUIRON - Centro de Estudos e Práticas Transomáticas.

O QUIRON é uma instituição que tem, dentre seus objetivos, a
investigação dos fenômenos humanos relacionados às situações extremas da
vida e da morte, situações essas que facilitam o emergir de sensações e
sentimentos profundos de consciência do ser. Essa investigação se dá numa
perspectiva energética, psicológica e espiritual. O QUIRON presta serviço a
instituições e comunidades, e a Casa Ronald McDonald é uma delas.

A Casa Ronald McDonald, em funcionamento desde dezembro de 1994, é
uma realização da Associação de Apoio à Criança Com Neoplasia - RJ
(AACN-RJ). Seu objetivo principal é possibilitar à criança com câncer, que
não reside na cidade do Rio de Janeiro, uma hospedagem que facilite a
continuação de seu tratamento no regime ambulatorial. A Casa pode hospedar
20 crianças ou adolescentes, cada qual acompanhado de um responsável.

O primeiro hospital conveniado com a Casa foi o Instituto Nacional
do Câncer - INCA, e, ainda hoje, ele é seu principal usuário. O Hospital de
Hematologia é outra instituição que já utilizou suas instalações e serviços.

A criança é indicada para a Casa através do serviço social do
hospital. O responsável pela criança participa do funcionamento cotidiano da
Casa através do rodízio de tarefas. Assim, a limpeza do espaço, a ajuda ou
mesmo a preparação de alimentos e a lavagem das roupas das crianças são
feitas pelos responsáveis.

Já estiveram hospedadas, na Casa, crianças do Maranhão, Acre,
Rondônia, Brasília, e cidades diversas do Estado do Rio de Janeiro: Miguel
Pereira, Ilha Grande, Itaguaí, Nilópolis e outras.

A Casa funciona com alguns empregados remunerados: um gerente, dois
secretários, uma cozinheira, dois motoristas (que transportam as crianças ao
hospital) e vigilantes contratados numa firma especializada. Todos os outros
trabalhadores da Casa são voluntários: a diretoria, a nossa equipe, os
recreadores, os médicos. Qualquer outro serviço prestado na Casa também é
feito voluntariamente. Os mais de cem voluntários envolvidos no
acompanhamento do cotidiano da Casa cumprem um turno, e somente um turno, de
3 horas de trabalho por semana. Os turnos são das 9 às 12, 12 às 15, 15 às
18 e 18 às 21 horas.

O primeiro passo do trabalho que desenvolvemos se deu através de
Marly Chagas, atual coordenadora geral da equipe, quando foi contactada pela
direção da Casa no fim de maio de 95. A Casa, com poucos meses de
funcionamento, se desenvolvia plenamente no que toca às acomodações físicas,
mas os voluntários, insistentemente, pediam um apoio psicológico: não sabiam
como agir nas situações diárias do convívio com as crianças.

Iniciamos o nosso serviço com essa demanda; e nossa primeira ação
foi a de promover um encontro com os voluntários para fins diagnósticos.
Investigamos, através de uma dinâmica com o grupo, as cenas temidas e os
"fantasmas" escondidos atrás da insegurança no trato com a criança.
Formulamos, então, as seguintes hipóteses: uma grande ansiedade grupal
justificada, em parte, pelo fato de lidarem com crianças que sofrem e que
vivem tão próximas da morte; uma auto-exigência exacerbada; e uma dificuldade em reconhecer e lidar com as próprias emoções que aparecem
naquele que se aproxima desse trabalho.

Nessa ocasião, por exemplo, o que amendrotava o grupo era a
possibilidade de "vir a magoar, de alguma forma, uma criança"; "acabar
prometendo coisas que não poderia cumprir"; "que uma criança viesse a
perguntar se ela vai ficar totalmente curada um dia: eu não poderia
responder e não gostaria de mentir"; "num momento muito difícil deixar
transparecer as minhas emoções."

Numa camada mais superficial do problema, estavam as questões
envolvidas no lidar com crianças: os limites a serem dados, o atendimento
aos interesses específicos delas, o seu crescimento; questões conscientes
que implicavam em obter informações e em dispor-se a se aproximar dos
diversos problemas. Mas, numa camada mais profunda, estavam as motivações
inconscientes, pessoais, o contato com a vida e com a morte, com o
abandono e com a solidão. Precisávamos atuar nos dois níveis de
necessidades.

A partir daí estrututamos o serviço de psicologia e musicoterapia,
que vem se implantando gradativamente.

Essa é a estrutura de funcionamento do Setor de Psicologia e
Musicoterapia da Casa Ronald McDonald:

Atividades realizadas com os voluntários

Grupo operativo - por horário de pantão - por atividade . diretoria . outros grupos de atividades Grupo de orientação e acompanhamento ao grupo de visitação Grupo de trocas Atendimento S.O.S Participação nos treinamentos - palestras informativas - treinamentos específicos - massagem

Atividades realizadas com os pais

Grupo de suporte Atendimento S.O.S. Atendimento terapêutico - individual / família Atendimento follow up Palestras Acompanhamento das reuniões administrativas das atividades cotidianas

Atividades realizadas com as crianças

Grupo de suporte - Musicoterapia Atendimento S.O.S. Atendimento terapêutico - encaminhamento à psicoterapia - avaliação de outros procedimentos ex : massagem Levantamento de profissionais para continuação do atendimento no local de origem Atendimento follow up

Atividades realizadas com a equipe

Reunião Administrativa Reunião Técnica Grupo de estudos, seminários Participação junto ao Conselho Científico da Casa Ronald McDonald Contato com o INCA e demais hospitais Grupo de Pesquisa Participação em Cursos, Congressos, Encontros. A primeira atenção dada pela nossa equipe na Casa foi, por escolha estratégica, aos voluntários. Realizamos encontros bimensais com pequenos grupos, oferecidos em diferentes horários e, no mês em que não temos as reuniões dos pequenos grupos, nos encontramos numa grande reunião geral com todos os voluntários - o grupo de trocas. Hoje temos a clareza de que a Casa Ronald McDonald cuida de 20 crianças, 20 pais e todos os voluntários. As pessoas que estão ali, envolvidas nesse trabalho, encontram uma oportunidade de remexer seus conflitos, seus impedimentos, suas potencialidades, ampliando suas possibilidades de atuação no mundo. No desenvolvimento desse trabalho, temos tocado vários aspectos: os motivos que fazem um voluntário ir à Casa, o que cada um aprende nesse serviço, o exercício que faz ao se colocar no lugar do outro e o redimensionamento de seus pontos de vista. Utilizamos o modelo de grupo operativo, técnicas de dinâmica de grupo e recursos das terapias corporais e da musicoterapia com a finalidade de proporcionar o contato de cada um com sua própria forma de ser, com suas emoções e o contato de uns com os outros. Como resultado dos primeiros encontros, verificamos uma baixa geral da ansiedade constatada no diagnóstico inicial. Nos depoimentos, referindo-se ao dia-a-dia da Casa, começaram a aparecer: "o dia foi calmo", "plantão sem problemas"... As dificuldades no manejo com as crianças deram lugar à exploração de soluções mais criativas. Com o desenvolvimento do trabalho, os voluntários começaram a deslocar o foco das suas preocupações. Ao invés de se ligarem, exclusivamente, aos seus impedimentos em relação às crianças e aos pais, passaram a dar mais atenção às dificuldades surgidas na convivência com seus companheiros. Atualmente, o momento vivido por eles é o do encontro com os desencontros, as discordâncias e os impedimentos com outro voluntário. Diminuídas as idealizações, surge o espaço do conflito, que ainda é muito novo. A vivência da morte de uma criança deixou de ser apenas uma situação temida para fazer parte da saudosa lembrança de muitas crianças que passaram por lá. Duas músicas sugeridas pelos voluntários, durante esse processo podem ilustrar esse movimento. Uma é "Sonho impossível", versão de Chico Buarque e Rui Guerra para a música de J. Darion e M. Leigh e outra é a música de Sérgio Bittencourt: "Naquela mesa tá faltando ele, e a saudade dele tá doendo em mim." Fazendo parte do trabalho com o voluntário, duas equipes têm merecido a nossa particular atenção: o grupo de visitação e a diretoria. O grupo de visitação conta atualmente com 10 voluntários. Diariamente, um deles visita, no Hospital, as crianças que estiveram na Casa e precisaram de internação para realização de cirurgias e/ou tratamentos intensivos do curso de sua doença. A criança que está atravessando o período terminal de sua enfermidade e seu familiar contam com o apoio especial dessa equipe. Com eles o nosso encontro é mensal. A princípio, o grupo desejava um manual de instruções sobre "como devemos nos comportar nas situações difíceis". Observamos novamente, nessa situação, a presença do medo de errar e a sensação de perigo vivido na proximidade dos sentimentos e emoções diretamente ligados à morte. Trabalhamos intensamente, nesse grupo, a expressão desses sentimentos. Criamos constantemente espaço para o compartilhar das vivências tidas no contato com a morte. Essa equipe tem-se constituído elemento fundamental na ajuda à elaboração da dor dos pais. Exercem também o papel de agentes de saúde mental devido às oportunidades de funcionar como elo entre o hospital e a Casa e de intermediar a comunicação entre os pais e os médicos. Um relato de um dos membros dessa equipe mostra a importância de sua atuação: "depois da morte da criança, fomos até a sala chamada de recreação e sentamos no sofá, o pai ainda trêmulo. Aí o pai começou a gesticular e falar alto, dizendo que não queria ficar sem o filho, e queria ir junto. Ele se levantou e deu dois passos em direção a uma janela, no quinto andar. Eu não tinha certeza do que estava acontecendo, mas tive um medo enorme de que ele pudesse saltar pela janela. Não dava para esperar e compreender melhor o que se passava com ele. Eu estava perto e fui pra cima dele e abracei-o, apertando-o firmemente. (...)". O outro grupo com que nos ocupamos é a diretoria. Os diretores são alvo de intensas projeções e idealizações por parte dos voluntários. Eles são um grupo de amigos que conseguiu concretizar um sonho, realmente lindo, e, provavelmente, contribuem para uma atitude de exigência e boa atuação no desempenho das atividades na Casa. É comum escutarmos deles a afirmação de que só o envolvimento não basta, eles precisam de pessoas comprometidas com o projeto, comprometimento esse que começa com eles próprios. Nosso encontro com eles se dá tanto em reuniões formais quanto em duplas ou trios. Recentemente, observamos que a diretoria exerce uma função simbólica e energética tão importante que o simples fato dela se reunir traz contornos e limites mais precisos a todo o funcionamento da Casa. Embora tenhamos priorizado a atenção aos voluntários no início do nosso serviço, logo passamos a nos ocupar também com os responsáveis pelas crianças. Dois psicoterapeutas se reúnem com eles semanalmente. O responsável que acompanha a criança, no período em que mora na Casa, tem sido, mais comumente, a sua mãe, mas também há crianças acompanhadas pelo seu pai, avó ou tios. Eles são convidados a participar dos encontros embora não sejam obrigados a fazê-lo. De início, os pais chegaram inibidos, não sabiam do que se tratava. Essa inibição foi rapidamente vencida pelo que consideramos uma enorme necessidade de compartilhar, num ambiente protegido, as lutas, as desventuras e as esperanças com relação às doenças de seus filhos. São pessoas de situação econômica muito precária que trazem uma garra de viver impressionante. Contam suas histórias com uma simplicidade admirável: "Vim do Acre, deixei lá minha casa, meu marido, dois outros filhos e estou aqui lutando com esta que é a que precisa mais de mim". Falam da história da doença do seu filho e da busca de tratamento com um certo grau de revolta e orgulho. Observamos que, nessa situção, os pais têm a forte sensação do dever cumprido mas, por outro lado, se deparam com uma profunda solidão e tristeza: para estar na Casa, tiveram que deixar toda a vida habitual. O que propomos é: 1) a possibilidade de expandir o primeiro sentimento - o de dever cumprido - objetivando com isso a fortificação da interação amorosa com o seu filho; e 2) a facilitação de um ambiente que ajude no escoamento da tristeza que surge. A possibilidade de os pais compartilharem experiências enriquece suas vidas e traz a sensação de acompanhamento. Selma contou o sonho com a filha: "Meu tio, que já morreu, me mostrava a minha filha - que estava muito bem, inteira -, e dizia que ela ia desaparecer, que eu me preparasse; e eu dizia: como pode, se ela está tão bem ?". Selma temia ser um sonho premonitório. Chorou profundamente, e tocamos o seu peito e suas costas. As outras pessoas do grupo interpretaram seu sonho suavizando a visão dela, e, mesmo, mostrando-lhe aspectos positivos quanto à vida de sua filha. Mas, aprofundando o sentido, chegamos ao medo, ao simples e terrível medo da morte. Cantamos conjuntamente uma música de ninar que fala do medo e da proteção. Foi profundamente reconfortante para todos. Criamos, nesse grupo, um espaço onde a tensão pode ser cuidada, a tensão que surge ao se ter que lidar com as diversas facetas do tratamento da criança. Na condução do grupo utilizamos técnicas expressivas da psicoterapia de grupo e das terapias corporais. Psicodramatizando a relação com o médico que lhe havia dito coisas "incompreensivas" e, diante das quais ela ficava passiva e impotente. Marta, no papel do médico, diz: "-Eu já lhe expliquei a razão pela qual sua filha terá de ser amputada, você não quer entender". Respondendo ao médico, ela própria, agora fazendo o seu papel, diz: "-eu preciso saber mais ainda, não foi o suficiente". Depois dessa dramatização, Marta teve uma conversa com o médico bem mais direta sobre a situação da doença de sua filha, esclarecendo-se e aliviando-se finalmente. A tensão faz o organismo ficar paralisado, com pouca amplitude respiratória, não vitalizado. A idéia é suavizar um pouco a dureza dessa luta, facilitando, de uma maneira agradável, o distensionamento do dia-a-dia do tratamento. Eles riem muito e se descontraem sempre quando propomos qualquer trabalho de relaxamento ou consciência corporal. São espontanemente responsivos. "Saio daqui outra quando faço essas coisas malucas, fico mais leve, nem parece que estive hoje no hospital e conversei com o médico sobre a cirurgia do meu filho e que chorei tanto no banheiro depois, e que fiquei com uma dor nas costas danada." Temos constatado, tanto pelo grupo de visitação quanto nos encontros semanais com os pais, que eles, nesse momento dramático, vivenciam as mesmas atitudes descritas por Kübler-Ross (*) acerca da reação das pessoas diante da própria morte. São elas: Negação - negam a doença de maneiras diversas para se preservarem da dor. "Eu vim aqui, antes de começar o grupo, para te dizer que hoje quem está na Casa cuidando da Claúdia é a avó dela e ela não sabe de nada sobre a doença da menina". Estranhamos. Na hora do grupo perguntamos à avó como estava a menina e ela, de uma maneira direta, mostrou clareza sobre a situação da neta. Raiva - colocam sua revolta principalmente contra os médicos. "Ele me disse hoje que ela tem que fazer outra cirurgia. É um grosso". Barganha - para Kübler-Ross essa é a atitude mais difícil de ser observada, porque é íntima. Realmente o que constatamos é uma negociação indireta, principalmente com Deus. "Não deixo Ele nem um minuto, porque só Ele poderá fazer alguma coisa por nós." Depressão - num dos encontros, uma das mães não veio, estava deprimida, pois soube que, definitivamente, o filho teria que amputar a perna. Escapulimos todos de falar no assunto. Ao final do grupo, nos encontramos com ela, conversamos um pouco e aconselhamos que ela viesse no próximo encontro. Não veio no outro também. Conversamos no grupo sobre isso, encarando a depressão geral diante da situação: a mãe deprimida voltou ao grupo. Aprendemos, de uma vez por todas, que nada se deixa passar, cada situação é uma situação de todos, e não há meio melhor de cuidar de alguém, mesmo distante, senão a abertura para compartilhar o que está acontecendo. Aceitação - ao terminar um encontro, descemos à sala de televisão. Um dos poucos homens do grupo nos chamou para apresentar seu filho: "ele aniversaria amanhã", e levantou a camisa do menino nos mostrando, naturalmente, a grande cicatriz. O menino se encolheu envergonhado e o pai informou que o filho teve que tirar um rim. Vimos também que teve uma perna amputada. Nós carregamos a tristeza noite adentro e ele ficou simplesmente com o seu filho. O tema da relação entre eles dentro da Casa, seus conflitos e dificuldades uns em relação aos outros têm aparecido ultimamente no grupo. Com o desenvolvimento de nosso contato com pais e voluntários, percebemos a necessidade de um trabalho de intervenção focal em crise, tanto para as crianças quanto para pais e até mesmo voluntários. Denominamos de SOS esse serviço, que ainda é iniciante. Os casos atendidos até agora são de crianças deprimidas em função de intensas mobilizações emocionais causadas pelo tratamento. As reações perante a perspectiva de passar muito tempo ainda fora de casa e longe da família e a amputação de uma perna em uma adolescente foram casos que justificaram o SOS. Pretendemos encaminhar para psicoterapia fora da Casa as situações que avaliarmos indicadas. O último elo de nossa ação é voltado para a própria criança. Estamos estruturando um atendimento em musicoterapia com profisionais voluntários e estagiários da Faculdade de Musicoterapia do Conservatório Brasileiro de Música. Pretendemos possibilitar à criança um espaço de exploração e comunicação não verbal e intensamente emocional que é o permitido pelo setting musicoterápico. Toda nossa equipe sente-se muito estimulada ao desenvolver o trabalho na Casa. Temos a consciência de que poucas experiências existem em psicologia e, também, em musicoterapia que atinjam a criança enferma em espaço não hospitalar. Esta é a grande beleza da Casa. A criança brinca, vê televisão, joga vídeo-game, come uma comida gostosa, sai para passear no Rio de Janeiro, vai ao teatro, ao cinema, ao zoológico, ao sítio. Está junto com seu pai, sua mãe, faz muitos amigos adultos que formam um tecido de sustentação à sua dor e ao seu sofrimento. Apostamos nas pulsações de vida que a Casa se empenha em alimentar. É como diz a canção mencionada pelos voluntários - "não importa saber se é difícil demais, quantas guerras terei que lutar por um pouco de paz".

Referências Bibliográficas:

KUBLER-ROSS, E. - "Sobre a Morte e o Morrer" - Martins Fontes,
São Paulo, 4a edição brasileira, 1991.

Resumo do currículo dos autores:

Ângela Machado Fonoaudióloga, Psicóloga, Membro do Grupo Quiron - Centro de Estudos e Práticas Transomáticas, Psicoterapeuta da Associação de Apoio à Criança com Neoplasia. Elizabeth Faria Psicóloga, Psicoterapeuta Corporal Membro do Grupo Quiron - Centro de Estudos e Práticas Transomáticas, Psicoterapeuta da Associação de Apoio à Criança com Neoplasia. Humbertho Oliveira Médico, Psicoterapeuta Somático, Fundador e Coordenador do Grupo Quiron - Centro de Estudos e Práticas Transomáticas, Psicoterapeuta da Associação de Apoio à Criança com Neoplasia. Jacila Silva Musicoterapeuta, Membro do Grupo Quiron - Centro de Estudos e Práticas Transomáticas, Psicoterapeuta da Associação de Apoio à Criança com Neoplasia. Marly Chagas Musicoterapeuta, Psicóloga, Fundadora e Coordenadora do Grupo Quiron - Centro de Estudos e Práticas Transomáticas, Chefe do Setor de Psicologia e Musicoterapia da Associação de Apoio à Criança com Neoplasia e Professora da Faculdade de Musicoterapia do Rio de Janeiro. Rita Lesiet Psicóloga, Psicoterapeuta Corporal Membro do Grupo Quiron - Centro de Estudos e Práticas Transomáticas, Psicoterapeuta da Associação de Apoio à Criança com Neoplasia.

 
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