Crônica dos Anos Errantes

Autor: Serge Moscovici
Editoras: Bapera Editora & Mauad Editora

Este é um relato autobiográfico do renomado psicossociólogo Serge Moscovici. Ele detalha sua infância e juventude durante a Segunda Guerra Mundial na Romênia, o pós-guerra em países como a Itália e prossegue até o início de sua trajetória em Paris, onde ainda hoje vive.

Quarta Capa do livro:
Crônica dos Anos Errantes

“Tive amigos, um pai e uma mãe que não foram pai e mãe, Tia Anna, meu primo, depois a Europa se partiu em duas... Mas, neste começo de janeiro de 1948, eu não estava triste ao pensar naqueles anos de confusão e de peregrinações por caminhos que não levavam a lugar nenhum, onde tantas esperanças foram dizimadas.

Anos errantes, quando avancei para a vida e quando a vida brincou comigo. Eles acompanharam a desordem do século e cresci ao acaso de seus lances de dados.” Esses “anos errantes” foram os que Serge Moscovici viveu, de sua infância romena até a primeira noite parisiense de 1948, quando chegou no asilo para imigrantes da rua Lamarck. Anos por muito tempo escondidos no fundo da memória, por terem sido dolorosos demais. Às vezes, luminosos demais também, talvez para que a saudade fosse suportável.

O divórcio dos pais, a infância agitada, as primeiras emoções no ambiente sufocante das planícies de trigo da Bessarábia. A rigidez dos uniformes do liceu. E depois o frio, a fome, o trabalho forçado, o medo na Bucareste entregue ao fascismo e ao ódio racial. A revolta contra a injustiça e também a amizade, séria e exclusiva, entre cinco garotos – entre eles Isidore Isou – que tinham nada menos que o mundo por horizonte e o gênio por ambição. Finalmente, a volta da paz, as viagens de iniciação através da Europa e o exílio, que terminaram na Cidade prometida, Paris. Há nesta autobiografia um encanto viscontiano. Com a gênese de um método e de um pensamento reconhecidos como magistrais.

 
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